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Ao menos 264 morreram em consequência das fortes chuvas em Petrópolis, Teresópolis e Friburgo. Empresário perdeu 14 parentes
Rio - A tragédia que assolou cidades da Região Serrana ontem deixou marcas que jamais serão apagadas. A enxurrada destruiu sonhos e famílias, como a do executivo do Banco Icatu Erick Connolly. Dezoito pessoas, entre elas os pais do empresário, Armando e Christine; três filhos, Igor, Nina e Axel; a irmã Daniela; o sobrinho João Gabriel e o cunhado Alexandre, foram atingidas no deslizamento de terra que colocou abaixo a mansão onde o grupo passava férias há cerca de dez dias, em Itaipava. Na região, pelo menos 264 pessoas morreram devido às enchentes.
Erick estava no Rio, trabalhando, quando ocorreu o desabamento. Somente a mulher dele, Isabela, a filha Laila, o sogro e uma babá foram resgatados com vida em meio aos escombros. A mansão de propriedade de Ângela Gouvêa, cunhada da vereadora Andréa Gouvêa Vieira (PSDB), fica num dos endereços mais nobres de Itaipava.
Em frente à casa, fica a conhecida pousada Tambo Los Incas, que também ficou destruída. Não havia hóspedes no local. “A Defesa Civil só conseguiu descer de helicóptero à tarde, devido à situação caótica. Não sei como vão fazer para transportar tantos corpos”, contou Andréa.
A dona de casa Cristiane Medeiros, que mora em Petrópolis, entrou em estado de choque. Parte de sua casa foi foi levada pelo rio, assim como seu carro. “Foi tudo muito rápido, num estalar de dedos”, disse ela.
Erick estava no Rio, trabalhando, quando ocorreu o desabamento. Somente a mulher dele, Isabela, a filha Laila, o sogro e uma babá foram resgatados com vida em meio aos escombros. A mansão de propriedade de Ângela Gouvêa, cunhada da vereadora Andréa Gouvêa Vieira (PSDB), fica num dos endereços mais nobres de Itaipava.
Em frente à casa, fica a conhecida pousada Tambo Los Incas, que também ficou destruída. Não havia hóspedes no local. “A Defesa Civil só conseguiu descer de helicóptero à tarde, devido à situação caótica. Não sei como vão fazer para transportar tantos corpos”, contou Andréa.
A dona de casa Cristiane Medeiros, que mora em Petrópolis, entrou em estado de choque. Parte de sua casa foi foi levada pelo rio, assim como seu carro. “Foi tudo muito rápido, num estalar de dedos”, disse ela.
Em Nova Friburgo, o cenário também é desolador. Desesperados, parentes formaram filas enormes em escola que serviu de necrotério à procura de informação. Muita gente não sabe para onde ir ou o que fazer e perambula pelas ruas. Moradores se aglomeram nas calçadas à espera de notícias. “Tem lista de mortos? Tem número de soterrados?” A pergunta é feita a todo momento a jornalistas. Em alguns bairros, o cenário é de destruição total. A água ultrapassou os dois metros de altura e dezenas de carros foram arrastados pela correnteza pelas ruas.
No Centro de Friburgo, em meio a escombros de três casas, uma cena dramática: soterrados, um rapaz que se identificou como Wellington e uma criança orientavam bombeiros sobre a sua localização, enquanto a equipe tentava resgatá-los. Até o final da noite, ainda não haviam sido retirados.
À noite, em Friburgo, o bebê de seis meses Nicolas Barreto foi resgatado com vida debaixo de escombros. Ele estava protegido pelo pai, Wellington da Silva Guimarães, 25 anos, que permaneceu 15 horas abraçado ao filho. Os dois ficaram protegidos pela laje da casa.
Descanso virou dor e agonia
A comemoração do aniversário de Armando Erick de Carvalho, pai da estilista Daniela e do empresário Erick, teria motivado a viagem da família para Itaipava, segundo amiga deles. O local era destino frequente dos parentes, que alugavam a casa, principalmente nas férias escolares.

>>> FOTOGALERIA: Chuva mata estilista e sete parentes
A morte da estilista e designer gráfica Daniela Connoly de Carvalho, 39 anos, deixou também o mundo da moda de luto. Na tragédia também morreram Alexandre Franca, marido da estilista, e o filho, João Gabriel França, de apenas 2 anos.
A alegria de viver foi destacada como característica marcante de Daniela por colegas de profissão. “Era apaixonada pelo filho. Deixou, inclusive, a profissão de lado para se dedicar à família. E, por coincidência, morreu ao lado das pessoas que mais amava”, contou a ex-assessora Kika Gama Lobo.
O estilista Felipe Eiras lembrou que nunca viu Daniela de mau humor. “Estava sempre alegre, era viajada e tinha estilo rock ‘n’roll”, lembrou.
O drama de achar parentes
Além de perderem tudo o que tinham, moradores da Região Serrana ainda enfrentam um drama maior: localizar amigos e parentes desaparecidos. Em Teresópolis, a gerente da Toca-Terê Pousada, Célia Regina da Silva, 46 anos, busca informações de três dos seus 14 funcionários que ainda não entraram em contato.
“Vou em delegacias e em locais de resgate. Estou preocupada porque sei que eles moram em área de risco”, disse ela.

No Centro de Friburgo, em meio a escombros de três casas, uma cena dramática: soterrados, um rapaz que se identificou como Wellington e uma criança orientavam bombeiros sobre a sua localização, enquanto a equipe tentava resgatá-los. Até o final da noite, ainda não haviam sido retirados.
À noite, em Friburgo, o bebê de seis meses Nicolas Barreto foi resgatado com vida debaixo de escombros. Ele estava protegido pelo pai, Wellington da Silva Guimarães, 25 anos, que permaneceu 15 horas abraçado ao filho. Os dois ficaram protegidos pela laje da casa.
Descanso virou dor e agonia
A comemoração do aniversário de Armando Erick de Carvalho, pai da estilista Daniela e do empresário Erick, teria motivado a viagem da família para Itaipava, segundo amiga deles. O local era destino frequente dos parentes, que alugavam a casa, principalmente nas férias escolares.

A estilista Daniela Connolly, o filho e o marido foram vítimas da tragédia das chuvas na Região Serrana | Foto: Reprodução da Internet
Durante toda a tarde de ontem foi intensa a movimentação na porta do Hospital Copa D’Or, para onde a mulher de Erick, Isabela Erthal de Carvalho, e a filha do casal, Laila Erthal de Carvalho, foram levadas. Parentes e amigos circulavam na unidade de saúde, chorando, muito abalados.>>> FOTOGALERIA: Chuva mata estilista e sete parentes
A morte da estilista e designer gráfica Daniela Connoly de Carvalho, 39 anos, deixou também o mundo da moda de luto. Na tragédia também morreram Alexandre Franca, marido da estilista, e o filho, João Gabriel França, de apenas 2 anos.
A alegria de viver foi destacada como característica marcante de Daniela por colegas de profissão. “Era apaixonada pelo filho. Deixou, inclusive, a profissão de lado para se dedicar à família. E, por coincidência, morreu ao lado das pessoas que mais amava”, contou a ex-assessora Kika Gama Lobo.
O estilista Felipe Eiras lembrou que nunca viu Daniela de mau humor. “Estava sempre alegre, era viajada e tinha estilo rock ‘n’roll”, lembrou.
O drama de achar parentes
Além de perderem tudo o que tinham, moradores da Região Serrana ainda enfrentam um drama maior: localizar amigos e parentes desaparecidos. Em Teresópolis, a gerente da Toca-Terê Pousada, Célia Regina da Silva, 46 anos, busca informações de três dos seus 14 funcionários que ainda não entraram em contato.
“Vou em delegacias e em locais de resgate. Estou preocupada porque sei que eles moram em área de risco”, disse ela.

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